Remédios ficam mais caros; entenda o que muda a partir de hoje (31) com nova resolução sobre preços de medicamentos

foto:rede social Os preços dos medicamentos foram reajustados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) nesta segunda-feira (31), conforme publicação no Diário Oficial da União (DOU). O aumento de preço vai incidir sobre os valores praticados pelas farmacêuticas, que têm um teto permitido pela Cmed para a comercialização dos produtos. A nova resolução permite que os fornecedores de medicamentos ajustem seus preços em até 5%. De acordo com a Agência Brasil, o aumento ainda não é automático e deve ocorrer na medida em que os estoques das farmácias forem repostos. A elevação de preços se divide em três níveis, conforme o grau de concorrência de mercado: Nível 1: 5,06% para medicamentos em mercados mais competitivos, que representam cerca de 7,8% dos remédios em circulação; Nível 2: 3,83%, para medicamentos em mercados moderadamente concentrados, que corresponde a 15% dos remédios em circulação; Nível 3: 2,6% para medicamentos em mercados muito concentrados, que totalizam 77,2% dos remédios em circulação. A Cmed define o reajuste com base na inflação dos últimos 12 meses (IPCA) e fatores como a produtividade das indústrias de medicamentos, custos não captados pela inflação, relacionados ao câmbio e a concorrência de mercado. Alta anual é a menor desde 2018 para a maioria dos medicamentos O aumento nos preços de medicamentos ocorre sempre em 31 de março de cada ano. A prática é regulamentada pela Lei 10.742/2003, que estabelece as diretrizes para a regulação de preços. Os percentuais de aumento para os remédios de nível 2 e 3 são os mais baixos desde 2018. Em relação aos medicamentos de nível 1, o aumento de 5,06% é superior ao reajuste de 4,5% de 2024, mas inferior à alta de 5,6% em 2023. Segundo o g1, o presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, teme que o reajuste abaixo dos últimos anos possa impactar negativamente nos investimentos realizados pela indústria farmacêutica. Fonte: Money times
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